A Polícia Federal investiga supostos negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, Roberta Moreira Luchsinger e Fernando Bittar. A investigação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, aponta que a atuação do trio ultrapassa limites éticos e legais perante a administração pública.
Denúncias sobre os supostos negócios surgiram entre os dias vinte e vinte e um. A divulgação inicial das informações veio de veículos de comunicação, e não da imprensa tradicional. As alegações sugerem que Roberta Luchsinger usou o nome de Fábio Luiz Lula da Silva buscando benefícios em órgãos federais, como o Ministério da Saúde e a Dataprev.
A Polícia Federal aponta que a conduta do trio não se resume a lobby ou representação de interesses. Delegados da PF afirmam que a ação visava a facilitação de contratos públicos, a promoção de alterações legislativas em favor de interesses privados e a realização de pagamentos a agentes públicos de alta hierarquia.
A PF suspeita da existência de uma sociedade oculta, citando, por exemplo, negócios com cannabis medicinal. Há relatos de tentativas de venda ao Ministério da Saúde, que não tiveram sucesso. A investigação aponta que a atuação do grupo extrapola os limites éticos e legais inerentes à atividade de representação de interesses.

