Uma mulher de 37 anos foi condenada nesta semana por viver sob uma falsa identidade, fingindo ser criança em uma família adotiva em Santa Catarina. A ré foi sentenciada por fraude e falsa identidade após o esquema ser descoberto.
A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira por usar uma identidade falsa. A família acolheu a mulher por catorze meses, acreditando que ela era uma criança que havia fugido de abusos.
A ré admitiu ao tribunal que criou uma identidade falsa e mentiu sobre sua idade. Ela alegou ter vivido esse esquema fraudulento por quinze anos, utilizando voz infantil e dizendo que foi forçada a fazer mudanças hormonais para parecer mais velha.
O juiz aplicou a pena de um ano, seis meses e dez dias de reclusão, além de quatro meses e dezoito dias de detenção. Um dos advogados da ré disse que o esquema foi uma forma de ela sobreviver, citando que ela viveu nas ruas por mais de vinte anos.
A ré declarou que não pretendia enganar ninguém, apenas buscar o afeto que não recebeu na infância. Após a sentença, a defesa informou que buscará recursos nos tribunais superiores.

