Portugal se destaca como opção europeia para aposentados americanos, oferecendo rota de residência por renda passiva (visto D7) e tratado fiscal que evita dupla tributação. O país equilibra custo de vida e acesso a serviços, diferenciando-se de outras nações do continente.
Destinos europeus frequentemente falham em custo, acesso a vistos ou questões fiscais. Portugal, contudo, apresenta quatro vantagens: o visto D7 permite residência com renda passiva a cerca de 920 euros mensais; existe um tratado fiscal entre EUA e Portugal que impede a dupla tributação de pensões; a língua inglesa é falada em cidades litorâneas; e o acesso à saúde pública, SNS, é complementado por seguros privados acessíveis.
Um casal de 65 anos morando em cidade média portuguesa, como Braga, pode orçar cerca de 4.260 euros mensais, totalizando 51.120 euros anuais, o que equivale a aproximadamente 59.800 dólares com a taxa de câmbio de 0,85 euros para um dólar. Esse valor é alcançável com duas aposentadorias do Social Security, que geram cerca de 49.700 dólares anuais brutos.
O regime de residente não habitual, que oferecia imposto fixo de 10% para pensões, não está mais disponível. Os novos residentes enfrentam alíquotas progressivas entre 13,25% e 48% após atingir 183 dias de residência. O planejamento financeiro deve considerar essa carga tributária, além da variação cambial, que exige a manutenção de reservas em euros no portfólio.
Para manter o estilo de vida em cidade média, o casal necessita de cerca de 450.000 a 500.000 dólares em ativos investidos, assumindo uma taxa de retirada de 3,5%. Para optar por Lisboa ou Algarve, o montante necessário aumenta para perto de 860.000 dólares, considerando a taxa de imposto progressivo portuguesa.

