Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa, informou neste sábado (22) que deixará o cargo novamente. O político, acusado pelos Estados Unidos de laços com o narcotráfico, solicitou ao Congresso do estado uma licença temporária em caráter indeterminado.
A presidente Claudia Sheinbaum se desvinculou do retorno de Rocha Moya e criticou o governador por considerar sua ação como arrogância e por priorizar interesses pessoais em detrimento do México. A sexta-feira anterior, Rocha Moya havia anunciado em rede social que reassumiria o governo, cargo que ele havia deixado para ser investigado pelo Ministério Público mexicano.
Rocha Moya é aliado político do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. As autoridades americanas procuram o governador e outros nove políticos governistas mexicanos por supostos vínculos com um cartel. Trump, presidente dos Estados Unidos, reclama frequentemente sobre a ligação de políticos mexicanos ao tráfico de drogas.
Ao ser questionada por jornalistas neste sábado, Sheinbaum disse não saber do retorno de Rocha Moya, afirmando ter tomado conhecimento por meio de uma postagem feita pelo governador. O governo, líderes parlamentares e o partido Morena, ao qual ambos pertencem, distanciaram-se da decisão do governador.
Analistas políticos apontam esse distanciamento como um sinal de possíveis conflitos internos, ligando a situação à proximidade do governador com López Obrador. Um cientista político afirmou que Rocha Moya precisou do apoio do ex-presidente, o que colocaria Sheinbaum sob pressão.

