Medicamentos injetáveis usados para emagrecimento, como semaglutida e tirzepatida, modificam o apetite e a saciedade. Contudo, especialistas apontam que essas alterações podem impactar a relação da pessoa com a comida e com a própria imagem corporal.
Psicólogos indicam que a expectativa criada em torno do emagrecimento merece atenção. Em alguns casos, o indivíduo deposita no medicamento a esperança de resolver questões de ansiedade ou autoestima. Quando o resultado não ocorre como esperado, surgem insegurança e frustração.
A redução da fome física proporcionada pelas canetas não elimina a influência de sentimentos como estresse ou tristeza no comportamento alimentar. Profissionais defendem que essas questões emocionais devem ser tratadas em paralelo ao uso da medicação.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo analisam o fenômeno sob aspectos sociais, visto que a busca por um corpo ideal está ligada a pressões culturais. Relatos de usuários apontam também para cansaço e redução do interesse em atividades prazerosas, embora estudos ainda não confirmem a responsabilidade direta dos medicamentos por essas mudanças.
A orientação de profissionais de saúde é fundamental. As canetas podem fazer parte do tratamento da obesidade apenas quando há indicação médica. A compra desses produtos no Brasil exige receita médica, e o uso sem acompanhamento gera preocupação das autoridades.

