O Vanguard Dividend Appreciation ETF (VIG) retornou cerca de 12% no ano, superando o Vanguard Growth ETF (VUG), que subiu aproximadamente 10% no mesmo período. A diferença de desempenho sugere uma mudança na dinâmica de investimento dentro da mesma família de fundos.
O fundo de crescimento, VUG, concentra cerca de sessenta e cinco por cento de suas dez maiores posições em tecnologia e setores correlatos. Empresas como NVIDIA, com 13,3% do fundo, e Apple, com 12,3%, dominam o portfólio. Essa concentração explica o histórico de alta do fundo e o desempenho atual.
A decisão de investir em um ou outro fundo representa uma escolha de estilo. O VUG aposta em lucros de longo prazo, enquanto o VIG seleciona empresas maduras que pagam dividendos crescentes. Os rendimentos anuais podem diferir em vários pontos percentuais.
O aumento das taxas de juros impulsionou os rendimentos de títulos soberanos, o que pressiona os múltiplos de empresas cujos lucros são projetados para anos futuros. O VIG, por sua vez, tem seu valor ligado a fluxos de dividendos de curto prazo, menos afetados por essa taxa de desconto.
Para investidores que mantêm o VUG, a orientação é não aumentar aportes, mas sim direcionar novas contribuições para fundos como VIG ou VYM, dependendo da necessidade de reequilíbrio do portfólio.

