A campanha pelo Palácio dos Bandeirantes conta com Tarcísio de Freitas, governador pelo Republicanos, e Fernando Haddad, candidato do PT. Os dois buscam apresentar propostas baseadas em dados, diferenciando-se de Lula e Flávio Bolsonaro no pleito estadual.
Ambos os candidatos têm usado estatísticas públicas para embasar seus discursos. Haddad, advogado com mestrado em Economia, cita indicadores econômicos do governo Lula e dados de segurança pública. Tarcísio, engenheiro e ex-ministro, foca em números de reajuste da Sabesp e investimentos em saúde e infraestrutura.
Pesquisas diárias, chamadas trackings, orientam a escolha dos dados. Por exemplo, a alta de 10% nos feminicídios no primeiro semestre em São Paulo, comparada ao mesmo período de 2025, é usada por Haddad contra o governador. Em resposta, Tarcísio aponta índices que mostram mortes violentas de mulheres inferiores à média nacional.
Outro ponto de debate são as isenções fiscais. Haddad questionou a transparência sobre os benefícios concedidos pelo estado. No setor da saúde, enquanto o governo estadual informa ter injetado R$ 9 bilhões em redes conveniadas, Haddad afirma que 62% desses investimentos vêm da recomposição do orçamento do Ministério da Saúde.
O cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa que discursos baseados em números alcançam uma parcela do eleitorado. Ele afirma que, em comparação com os discursos de Lula e Jair Bolsonaro, os de Haddad e Tarcísio são mais técnicos e menos mobilizadores por sentimento.

