A campanha eleitoral brasileira foca em temas diversos, mas negligencia a emergência climática, que atinge o mundo com ondas de calor e secas. Eventos extremos do El Niño ameaçam o país, mas o tema não domina os discursos políticos.
O presidente Lula apresentou um plano robusto, mas falou de forma vaga sobre o caminho para eliminar o combustível fóssil, tema defendido na COP30. Em contraste, um candidato repetiu falas semelhantes às de seu pai, ameaçando entidades ambientalistas e alimentando teorias de conspiração.
A discussão sobre a descoberta de petróleo na Foz do Rio Amazonas gera divergências entre especialistas. Enquanto alguns alertam para os riscos, outros celebram, mas críticos apontam que a vida útil do poço Morpho e futuros poços coincide com o período em que o mundo deve abandonar o petróleo.
Propostas de candidatos da direita, como a de um candidato, visam acelerar o pagamento por serviços ambientais, o que levanta questionamentos sobre a lógica legal, visto que a lei já exige reserva de vegetação nativa. Outro candidato sugere atrair investimento privado para monitoramento ambiental, o que pode substituir o trabalho público de órgãos como o INPE.
Apesar de dados mostrarem queda no desmatamento da Amazônia sob o governo atual, a ausência de debate climático representa uma ameaça existencial, segundo análises sobre o cenário eleitoral.


