As ações da Oncoclínicas (ONCO3) subiram 18,18% no pregão desta segunda-feira (17). O aumento ocorre mesmo após a companhia registrar um prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre de 2026. A empresa cotava a R$ 0,91 por volta das onze horas e quarenta e cinco minutos.
O JPMorgan avaliou os resultados do segundo trimestre da Oncoclínicas como abaixo das expectativas. O prejuízo ajustado por ação para os acionistas controladores foi de R$ 0,56, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou próximo de zero, distante da projeção de R$ 212 milhões.
O BTG Pactual apontou que a receita líquida caiu 29% na comparação anual, atingindo R$ 1,05 bilhão. Essa queda ocorreu em razão da falta de medicamentos, iniciada em março, que afetou os volumes de tratamento durante o trimestre. O banco mencionou que resultados foram distorcidos por ajustes contábeis, como uma multa de R$ 76 milhões.
Apesar dos desafios, a geração de caixa operacional ficou positiva em R$ 158 milhões, segundo o BTG, impulsionada pela renegociação de prazos com o maior fornecedor. Contudo, o banco classifica a empresa como um caso de investimento desafiador, devido à alta alavancagem e à fragilidade da geração de caixa.
Enquanto a Oncoclínicas enfrenta dificuldades para financiar a compra de insumos, concorrentes como Rede D’Or e Mater Dei apresentaram tendências positivas no segmento, segundo o JPMorgan.

