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Leitura: Escritor goiano transforma memórias em museu literário
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Cultura

Escritor goiano transforma memórias em museu literário

Carla Fernandes
Última atualização: 23 de agosto de 2026 06:11
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Matheus Godoy, escritor e estudante de Psicologia, lançou o livro ‘Rabiscos: um museu para se chamar de casa’. A obra utiliza memórias pessoais para criar um espaço imaginário, funcionando como um museu que convida o leitor a reconhecer seus próprios afetos e conflitos.

A narrativa não se foca em uma história única. Em vez disso, Godoy constrói salas que representam lembranças, permitindo que o leitor se identifique com sentimentos e contradições da vida. A ideia surgiu após uma visita à Casa Cor, evento que despertou lembranças de momentos vividos com os pais, segundo o autor.

Godoy optou pela autoficção para garantir que as pessoas reais de sua história não fossem expostas. Ele priorizou a visão poética para que qualquer leitor pudesse se conectar com o texto, que foge da linearidade tradicional. A obra incorpora músicas e obras de arte, reforçando a sensação de percorrer uma exposição.

O autor explora a ambivalência das relações humanas em capítulos como “O Colo” e “Mordaça”. Ele investiga como o acolhimento pode coexistir com a limitação, levantando a questão de quem se pode confiar em relacionamentos complexos. Godoy afirma que a escrita foi um processo doloroso, mas necessário para montar a narrativa.

A intenção do escritor não é aprisionar o leitor em sua intimidade. Ele deseja que cada leitor encontre algo próprio no percurso, promovendo uma transformação pessoal. Para ele, o museu é menos sobre as obras expostas e mais sobre quem caminha por suas salas.

TAGGED:afetoautoficcaoGoiásliteraturaMemóriaMuseu
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