A eleição de 2026 registra um número recorde de candidatos com oitenta anos ou mais em pleitos nacionais desde 2002, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Serão ao menos 99 octogenários disputando votos em todo o Brasil, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição aos 80 anos.
A análise dos dados, atualizada até segunda-feira, dia dezessete, mostrou que cerca de 20.400 candidaturas estavam registradas. O pico de postulantes acima de 80 anos ocorreu na eleição anterior, com noventa candidatos no nível federal e estadual. O crescimento desse grupo é contínuo desde 2002, um fato que pode refletir tanto a estratégia de figuras conhecidas quanto o aumento da expectativa de vida na população brasileira.
O grupo de candidatos mais velhos inclui aliados do presidente, como o deputado estadual Eduardo Suplicy, de oitenta e cinco anos, e a deputada estadual Leci Brandão, de oitenta e um anos, que buscam mandato em São Paulo. Também concorrem ao cargo na Câmara o ex-ministro José Dirceu, de oitenta anos, e o deputado federal Rui Falcão, de oitenta e dois anos.
Segundo o advogado especialista em direito eleitoral Flavio Bernardes, a legislação visa assegurar maturidade mínima para funções públicas sem impedir o direito de voto na velhice. Bernardes afirmou que a Justiça Eleitoral não submete candidatos idosos a exame de discernimento ou aptidão mental para registro de candidatura.
O MDB lidera o número absoluto de octogenários candidatos, com doze nomes, seguido pelo PT, com dez. A longevidade política tem sido tema de debate, com o presidente Lula reforçando publicamente a importância do exercício físico para a saúde.

