A participação em etapas do Sertões exige procedimentos detalhados para os veículos de alta performance. Carlos Ambrósio compara a rotina do carro de rally a um checklist de aeronave. O veículo, produzido na África do Sul, é avaliado em cerca de R$ 3 milhões.
A alta avaliação dos carros da principal categoria do rally raid decorre da necessidade de confiabilidade e durabilidade em provas de várias etapas. Esses veículos enfrentam pedras, areia e longas distâncias consecutivas. Segundo Ambrósio, o maior custo surge se o carro for retirado no primeiro dia de competição.
O modelo Century CR7, fabricado na África do Sul, tem peças de diversos países e passa por inspeções diárias. A maior parte do valor do veículo está no powertrain, o trem de força, que inclui embreagem, câmbio, diferenciais e homocinéticas.
Antes de cada prova, os componentes são desmontados, limpos e inspecionados individualmente. O câmbio, por exemplo, possui cerca de 250 peças internas. A reposição de peças requer logística complexa, pois componentes como os diferenciais vêm da Fortin, nos Estados Unidos, e o câmbio é solicitado à SADEV.
Ambrósio explica que a preparação completa pode levar cerca de dois meses. O principal desafio na competição é a resistência, pois um problema mecânico pode anular o esforço de velocidade acumulado durante horas. A estratégia, ele afirma, é buscar uma prova limpa, focando na regularidade ao longo dos oito dias.


