O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que não é possível fechar um acordo diplomático com os ‘selvagens’ que governam o Irã e elogiou a campanha de pressão econômica promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra Teerã.
Em um evento na noite de terça-feira (25) em Jerusalém para os colonos residentes na Cisjordânia ocupada, Netanyahu se referiu a um encontro recente com Trump, no qual abordaram a opção diplomática. ‘Duvido, porém, que seja possível chegar a um acordo com aquele grupo lá, com aqueles selvagens’, disse o líder israelense, que está em campanha para as eleições de 27 de outubro. ‘Eu digo a vocês: um acordo não pode ser alcançado’, insistiu.
Netanyahu é conhecido há décadas por sua doutrina de linha dura contra o Irã. Um opositor ferrenho do acordo internacional de 2015 sobre o programa atômico de Teerã, negociado pelo governo do então presidente americano Barack Obama e que proporcionou um alívio das sanções, ele conseguiu que Donald Trump, em seu primeiro mandato, retirasse os Estados Unidos do acordo em 2018.
Trump seguiu ao lado de Netanyahu ao lançar os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. Mas, em abril, promoveu um cessar-fogo, diante da crescente impopularidade do conflito nos Estados Unidos, que provocou o aumento dos preços da energia, e com as eleições de meio de mandato no horizonte, em novembro. Na segunda-feira, Trump prometeu uma punição econômica para asfixiar a economia iraniana, que enfrenta sanções há vários anos. A estratégia inclui punir os países que têm relações comerciais com o Irã.
Netanyahu expressou apoio à campanha de pressão econômica defendida por Trump contra o Irã e afirmou ter apresentado ao presidente republicano uma ‘terceira opção’. O primeiro-ministro israelense insistiu em seus elogios ao mandatário americano por seu ‘método, que é muito, muito, muito forte’. Trump, destacou Netanyahu, decidiu pressionar não apenas Teerã, mas ‘acentuar o cerco àqueles que ajudam este regime, esta terrível ditadura’. ‘Isso é muito importante’, declarou o líder israelense, que já soma quase 19 anos no poder.

