O jornalista Oswaldo Eustáquio e o advogado Fábio Pagnozzi apresentaram uma denúncia contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, à Fiscalía, o Ministério Público da Espanha. A denúncia pede que os promotores espanhóis verifiquem se a Synapta SL, empresa que Lulinha abriu em Madri, é uma companhia de fachada.
À coluna, Eustáquio afirmou que o objetivo da denúncia vai além da empresa. Ele quer atingir a permissão de Lulinha para viver na Espanha. Para morar legalmente no país, Lulinha tem um NIE, o Número de Identificação de Estrangeiro, e esse documento estaria atrelado à empresa que ele abriu. “O NIE dele aqui na Espanha deve estar vinculado à atividade comercial que ele abriu”, afirmou Eustáquio. “Atividade comercial que é fantasma, porque a empresa não funciona.”
Eustáquio e Pagnozzi argumentam que a Synapta, aberta em janeiro de 2026 com capital de apenas € 3 mil, aparece inativa. A denúncia é assinada pelo advogado Daniel Lucas Romero, o mesmo que defendeu Eustáquio no pedido de extradição feito pelo Brasil e negado por unanimidade pela Justiça espanhola em 2025, que considerou que a conduta dele tinha natureza política.
No Brasil, Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de tráfico de influência em negócios com o governo. A denúncia espanhola, no entanto, não acusa Lulinha de nenhum crime. Pede apenas que os promotores espanhóis verifiquem a estrutura da Synapta.


