A morte da lendária cantora de música country, atriz e filantropa Dolly Parton, aos 80 anos, nesta terça-feira (25), provocou uma rara onda de concordância entre líderes políticos dos Estados Unidos. Representantes de ambos os espectros partidários publicaram tributos à artista, que manteve uma postura pública de neutralidade política durante sua carreira.
O presidente Donald Trump determinou que as bandeiras da Casa Branca e de outras instalações federais sejam hasteadas a meio-mastro até o dia 1º de setembro. Em entrevista à rádio na manhã desta quarta-feira (26), Trump descreveu Parton como uma pessoa “incrível” e afirmou que perdê-la é como perder um membro da família, ressaltando que a artista não era alguém voltado para a política.
Líderes democratas e independentes, como o senador Bernie Sanders, destacaram a atuação de Parton como defensora de direitos de minorias, educação e a comunidade LGBTQ+. Sanders afirmou que a música e a humanidade da artista tocaram milhões de pessoas. O ex-presidente Joe Biden descreveu a cantora como uma “original americana” e defensora incansável da igualdade e dos direitos das mulheres.
Já a ala republicana enfatizou a imagem de Parton como símbolo da identidade americana e da região da Appalachia. O secretário de Estado Marco Rubio a definiu como uma embaixadora da música e do entretenimento dos Estados Unidos. A senadora Marsha Blackburn, do Tennessee, afirmou que a carreira da artista está permanentemente ligada à cultura e à história do estado.
A neutralidade política era uma escolha consciente da cantora. Em declarações anteriores, Parton explicou que evitava tomar partido para não ofender seus fãs, mencionando que tinha pais com orientações políticas opostas. A deputada Diana Harshbarger afirmou que essa postura autêntica e apolítica fez com que a artista fosse amada por pessoas de diferentes ideologias.
No campo social, o legado de Parton inclui a Imagination Library, projeto iniciado em 1995 que envia livros mensais para crianças até os cinco anos. A iniciativa expandiu-se para diversos países e entregou mais de 300 milhões de livros para mais de 3 milhões de crianças. No Tennessee, a artista investiu no parque Dollywood, que se tornou motor de turismo e emprego na região.

