Uma avalanche de lama e rocha atingiu um rio na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). O desastre, provocado pelo colapso de uma geleira e fluxo de detritos, causou inundações e deixou ao menos 160 mortos, além de centenas de pessoas desaparecidas em ambos os países.
A polícia nepalesa confirmou 157 mortos. Equipes de resgate tentam localizar cerca de 400 turistas desaparecidos, dos quais 340 são estrangeiros. Entre as vítimas estão cidadãos da Índia (133), Estados Unidos (47), Austrália (34), Grã-Bretanha (33) e Canadá (24).
No lado chinês da fronteira, no Tibete, houve ao menos três mortes e 265 pessoas continuam desaparecidas. O deslizamento atingiu o porto de Gyirong e interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse, perto da divisa.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) havia relatado inicialmente que o incidente foi causado por um terremoto de magnitude 4,4. O órgão corrigiu a informação após novas análises de estações sísmicas, ondas de longo período e imagens de satélite.
Segundo o USGS, as evidências levaram à conclusão de que o evento foi um colapso glacial e fluxo de detritos, descartando a ocorrência de um terremoto. O Itamaraty lamentou a tragédia em nota e informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas.


