A União Europeia gastou cerca de US$ 54 bilhões a mais em custos líquidos com importações de combustíveis fósseis desde o começo da guerra no Irã. Os dados constam em relatório do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea), que monitora os impactos financeiros do conflito no setor energético.
França, Itália, Espanha e Países Baixos estão entre as dez nações mais afetadas pelo aumento dos custos. Somados, esses quatro países absorveram US$ 34,5 bilhões em despesas líquidas adicionais.
Entre março, quando Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva contra o Irã, e agosto, a França pagou US$ 10,3 bilhões líquidos a mais por combustíveis fósseis. A Itália registrou gasto de US$ 10 bilhões, a Espanha US$ 7,9 bilhões e os Países Baixos US$ 6,3 bilhões.
A crise no estreito de Ormuz gerou custos líquidos adicionais também fora da Europa. A China teve o maior impacto global, com US$ 31,7 bilhões, seguida pela Índia, com US$ 14,4 bilhões, e pelo Japão, com US$ 10,4 bilhões.
O documento do Crea indica que a infraestrutura sustentável serviu como atenuante para o cenário geopolítico. Países importadores economizaram US$ 36 bilhões em compras de combustíveis fósseis nos primeiros cinco meses da crise devido a investimentos em energia limpa.
Desse montante economizado, US$ 10,6 bilhões são um efeito direto da guerra no Irã, segundo informou o centro de pesquisa.


