Candidatos ao governo de São Paulo detalharam as propostas de Segurança Pública em seus planos de governo para as próximas eleições. As estratégias variam entre a ampliação do efetivo e do uso de tecnologia, a integração de forças policiais e a reestruturação completa do modelo de policiamento no estado.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) estabeleceu a segurança como o primeiro de dez objetivos estratégicos. O plano prevê a contratação de 16,2 mil novos policiais, a realização de 25 mil promoções e investimento de R$ 1,7 bilhão em infraestrutura. O candidato propõe ainda a expansão da Muralha Paulista com mais de 15 mil câmeras e sensores, além do uso de reconhecimento facial e a criação de um centro de comando unificado.
Fernando Haddad (PT) sugere a criação do programa SP Protege e do eixo Impunidade Zero. A proposta inclui o uso de inteligência artificial para mapear áreas criminais, rastreamento de celulares roubados e câmeras corporais com gravação contínua. Para combater o crime organizado, Haddad propõe a Agência Estadual Antifacção para monitorar a movimentação financeira de organizações criminosas.
Outros candidatos focam na mudança estrutural das forças policiais. Carlos Machado (PSTU) e Vivian Mendes (UP) propõem a desmilitarização da Polícia Militar. Machado sugere a criação de Conselhos Populares de Segurança Pública e o fortalecimento das polícias Civil e Científica, enquanto Mendes defende a criação de uma polícia cidadã e o controle democrático das forças de segurança.
Vera Lúcia (PSTU) apresenta a extinção da Polícia Militar e a criação de uma polícia civil única, além do uso de câmeras corporais. Já Izadora Dias (PCO) propõe a dissolução da Polícia Militar e a garantia do direito de autodefesa. A candidata Policial Edjane (Agir) não apresentou programa específico para a área no material comparado.

