A coordenadora de economia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou nesta quarta-feira (26) que um eventual mandato do senador implementaria uma revisão da reforma tributária. A economista defende a interrupção da implementação do modelo aprovado pelo Congresso em 2023, alegando que o desenho atual não simplificará a cobrança de impostos.
Marques criticou o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), estimando que a alíquota será de pelo menos 28%, valor superior à média de 19% da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A economista afirmou que o governo oculta a alíquota do pagador de impostos e que o anúncio previsto para novembro gera insegurança jurídica para as empresas.
A campanha de Flávio Bolsonaro não discorda da simplificação dos tributos, mas considera o período de transição excessivamente longo e a alíquota do IVA proibitiva. A proposta é aprimorar o sistema nos primeiros seis meses de governo para reduzir a carga tributária, embora Marques não tenha detalhado as medidas específicas.
A coordenadora mencionou a intenção de realizar um “tesouraço” na burocracia. Segundo ela, foram mapeadas mais de 1.000 normas tributárias que poderiam ser revogadas de forma infralegal já no primeiro dia ou nos primeiros 100 dias de gestão. A economista citou que as empresas brasileiras precisam acompanhar cerca de 2.000 normas que mudam diariamente.
Durante evento em Brasília, Marques defendeu a redução do Custo Brasil, citando juros, custo de capital, tributos e segurança jurídica como os principais entraves. Ela utilizou dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para informar que esse custo soma 1,7 trilhão por ano, o que equivale a 20% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para estimular a infraestrutura e o transporte de passageiros, a economista defendeu o controle de contas e ajustes fiscais. Marques afirmou que o desenvolvimento do setor é inviável com o custo de capital atual, mas não detalhou as propostas de ajuste fiscal da campanha.


