O futebol brasileiro recorda, nesta quarta-feira (26), os 50 anos da morte do meia Geraldo, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira. O atleta morreu em 26 de agosto de 1976, aos 22 anos, após sofrer um choque anafilático provocado por anestesia local durante cirurgia para a retirada das amígdalas no Hospital Rio Cor, em Ipanema.
A operação começou às 7h, conduzida pelo médico otorrinolaringologista Wilson Junqueira. O procedimento, recomendado pelo clube para evitar inflamações, era considerado de baixo risco. Geraldo apresentou mal-estar durante a intervenção e, após duas paradas cardíacas, faleceu por volta das 10h30.
Conhecido como Assoviador por cantarolar durante os jogos, o meia mineiro era apontado como um dos maiores talentos da década de 1970. Teve passagens pela seleção brasileira, estreando na Copa América de 1975 e vencendo a Copa Roca em 1976. Pelo Flamengo, marcou 13 gols em 169 partidas e venceu a Taça Guanabara de 1973 e o Campeonato Carioca de 1974.
A notícia chegou aos companheiros de equipe enquanto o elenco estava em Fortaleza para enfrentar o Ceará. Zico relatou que o jogador tinha medo de cirurgias e que a morte foi um choque para a geração de atletas que incluía nomes como Júnior e Rondinelli.
O enterro ocorreu em Barão dos Cocais, onde a prefeitura decretou feriado municipal devido à presença de 3 mil pessoas. Em outubro de 1976, o Flamengo e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) organizaram um amistoso beneficente no Maracanã. A partida atraiu 142 mil torcedores e contou com a participação de Pelé.
Na ocasião do jogo, o Flamengo utilizou calções pretos em vez dos brancos tradicionais como sinal de luto. A escolha foi a primeira vez que o clube adotou a cor nos shorts desde 1955.


