O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26), durante sabatina televisiva, o desenvolvimento de uma bomba nuclear pelo Brasil e a adoção de medidas de exceção na segurança pública para enfrentar organizações criminosas que controlam territórios e atividades econômicas.
Santos afirmou que a tecnologia nuclear ampliaria a soberania brasileira e recuperaria o respeito do país no cenário internacional. Segundo o candidato, o Brasil precisa de proteção para seus recursos naturais contra a cobiça de outras nações, alegando que o país ocupa atualmente uma posição de fragilidade.
Sobre a diplomacia, o candidato declarou que o Brasil é “vassalo da China”. Ele sugeriu utilizar as reservas brasileiras de terras raras como instrumento de negociação para estreitar relações com os Estados Unidos, país que depende de fornecedores estrangeiros para setores estratégicos da indústria.
Questionado sobre as consequências diplomáticas da produção de armas nucleares, Santos citou a Coreia do Norte como um exemplo de país respeitado internacionalmente, embora tenha feito ressalvas ao caráter repressivo do governo norte-coreano e ao seu regime político.
Na área de segurança, o candidato argumentou que o Estado deve adotar uma postura mais dura contra grupos criminosos. As propostas de armamento nuclear contrastam com a Constituição brasileira, que determina fins pacíficos para atividades nucleares, e com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual o país é signatário.


