O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira (24) que a estimativa para o salário mínimo em 2027 é de R$ 1.741. O número será incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), com envio ao Congresso Nacional previsto até o dia 31 de agosto.
O montante representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, em relação aos atuais R$ 1.621. A projeção supera em R$ 24 a estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo em abril, no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O valor final será definido no fim de 2026, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. A regra vigente combina a inflação medida para famílias com renda de até oito salários mínimos a um ganho real de 2,5%.
Durigan afirmou que a medida visa privilegiar a população mais carente, impactando a Previdência e benefícios sociais indexados ao piso. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são vinculados ao salário mínimo, como aposentadorias, pensões do INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O reajuste também afeta o seguro-desemprego, o abono salarial e a contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs). O governo busca equilibrar o aumento da renda e o poder de compra com o controle das contas públicas.
O ministro declarou que o Orçamento de 2027 será elaborado para manter o ganho real do piso enquanto controla o crescimento de outros gastos obrigatórios. O texto passará por análise dos parlamentares após o envio ao Congresso.


