O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu, nesta quarta-feira (26), que o Brasil desenvolva armas nucleares para ampliar sua força em negociações internacionais e realize uma “guerra” contra o crime organizado. As declarações foram dadas em entrevista à TV Globo, exibida após o Jornal Nacional.
Sobre a pauta nuclear, Renan afirmou que o país deve iniciar pesquisas para possuir bombas atômicas nas próximas três décadas, embora tenha admitido que o desenvolvimento não ocorreria nos próximos dez anos. O candidato disse que a saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares deve ser considerada no momento adequado para garantir a soberania nacional, citando a Coreia do Norte como exemplo.
Na segurança pública, o candidato prometeu recuperar territórios dominados por facções em um ano. A proposta inclui a criação de um regime especial com penas maiores e processos rápidos para integrantes de organizações criminosas, além do uso de estados de defesa. Renan estimou o custo de dez novos presídios, com 30 mil a 40 mil vagas cada, em R$ 6 bilhões, e operações anuais no Rio de Janeiro em R$ 5 bilhões.
Questionado sobre o Judiciário, Renan declarou que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) consideradas ilegais não devem ser cumpridas. Ele exemplificou com possíveis decisões monocráticas que interrompam operações policiais, afirmando que, nesses casos, buscaria parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e recorreria à própria Corte.
Na área econômica, o candidato afirmou que pretende economizar R$ 1,1 trilhão nos próximos cinco anos para investir em infraestrutura. O plano prevê a redução da velocidade de crescimento da dívida pública, a necessidade de uma nova reforma da Previdência e mudanças nas regras de vinculação de recursos para Saúde e Educação.
Sobre violência, Renan defendeu que policiais atirem para matar contra pessoas armadas cometendo crimes. Questionado sobre a ausência de políticas contra o feminicídio em seu programa, disse que o plano federal foca no crime organizado e que ações específicas devem ser conduzidas por estados e municípios.
O candidato também comentou declarações de colaboradores e aliados. Classificou como inadequados comentários de Arthur do Val sobre mulheres ucranianas e disse que a opinião de Orlando Lima sobre restrições ao direito de voto para beneficiários de auxílios é individual.

