A inadimplência no aluguel residencial no Rio Grande do Sul caiu para 5,8% em agosto, após ter registrado 6,1% em julho. O dado, divulgado pela empresa de tecnologia e serviços financeiros Loft, interrompe uma sequência de altas mensais e retoma a tendência de queda iniciada após o pico de 7,3% em setembro de 2025.
O índice gaúcho apresentou a maior volatilidade entre as unidades federativas monitoradas desde o início da série, em 2024. Após atingir 6,5% em julho daquele ano, o indicador oscilou entre 5,7% e 7,3% até setembro de 2025. A partir desse período, houve um recuo consistente até a mínima de 5,8% em janeiro de 2026.
Entre abril e julho deste ano, os números voltaram a subir, passando de 5,8% para 6,1%. O resultado de agosto coloca o estado em linha com a média nacional, de 5,9%, e com a média da Região Sul, que é de 5,6%.
Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, afirmou que o resultado de agosto está abaixo do registrado no mesmo mês nos dois anos anteriores. Segundo Takahashi, isso indica melhora, embora o estado ainda opere acima da média do País.
Na comparação entre estados, o Rio Grande do Sul ocupa posição intermediária. O índice é menor que o de Minas Gerais (7,4%) e São Paulo (6%), mas superior ao de Santa Catarina (5,6%), Paraná (5,3%), Espírito Santo (4,9%) e Rio de Janeiro (4,7%).
O levantamento baseia-se em informações de mais de 500 mil contratos de Fiança Aluguel sob gestão da empresa. O indicador é utilizado pelo mercado imobiliário para medir a saúde financeira das famílias e a estabilidade econômica, influenciando a definição de garantias locatárias e estratégias de preço.


