A jornalista inglesa Lesley-Ann Jones, principal biógrafa de Freddie Mercury, revela no livro “Com amor, Freddie: a vida e o amor secreto de Freddie Mercury” que o ex-líder do Queen teve uma filha, nascida em 1977. A obra será apresentada no dia 10, às 19h30, na Arena Cultural da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A filha, identificada apenas como B., teria sido fruto de uma breve relação do músico com uma amiga casada. Segundo a autora, o cantor teria confiado à mulher 17 cadernos com memórias, reflexões e confissões manuscritas até perto de sua morte, ocorrida em 1991. B., que era mãe de dois filhos, teria morrido de câncer em janeiro deste ano.
As revelações dividiram pessoas próximas ao astro. Brian May, guitarrista do Queen, declarou-se “neutro”, enquanto Mary Austin, ex-companheira do cantor, disse não acreditar que ele teria escondido a existência de uma filha. Jones afirma que o sigilo foi mantido para evitar escândalos e garantir a estabilidade da criança em uma estrutura de família estendida.
A biógrafa contou que o contato inicial ocorreu via e-mail, quando a mulher a procurou sem revelar a identidade. A autora relata que a fonte não solicitou dinheiro e desejava apenas que as informações fossem utilizadas. Para evitar processos judiciais, o livro utiliza discurso indireto, já que o conteúdo dos diários envolvia letras e inspirações de músicas do grupo.
Jones explicou que a bissexualidade de Mercury permitia encontros com homens e mulheres, mas destacou que a surpresa maior foi a postura do cantor como pai presente. A escritora informou que fotos autenticadas em um tribunal francês serão publicadas em um álbum no próximo ano.
A palestra na Bienal terá mediação do apresentador Serginho Groisman e abordará a trajetória do músico, que completaria 80 anos no dia 5 de setembro.


