A presidente da Costa Rica, Laura Fernández Delgado, completou nesta quinta-feira (27) os primeiros 100 dias de governo sob a pressão da pior crise de segurança e violência ligadas ao narcotráfico na história do país, além de enfrentar hostilidade do Poder Judiciário e a influência política de Rodrigo Chaves.
Fernández Delgado, nascida em Puntarenas em 1986, rejeitou a ideia de que estaria promovendo uma “bukelização” no país, em referência às políticas do presidente de El Salvador. A mandatária afirmou que é necessário dar continuidade à estratégia de mão dura para enfrentar a criminalidade.
O período inicial da gestão é marcado por tensões com a Justiça. O Poder Judiciário do país manifestou hostilidade contra a presidente, com críticas que apontam para a existência de inclinações autoritárias em suas ações.
Outro fator central nos primeiros cem dias é a relação com Rodrigo Chaves. Ele entregou a faixa presidencial a Fernández Delgado no dia 8 de maio, após ter sido seu superior quando ela atuava como ministra da Presidência.
Atualmente, Chaves ocupa o cargo de ministro da Presidência, mantendo um poder significativo dentro da estrutura governamental. A situação ocorre em um momento em que a Costa Rica, historicamente vista como modelo de estabilidade na América Central, lida com a escalada da violência do tráfico.


