Uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, encomendada pelo Instituto Oncoguia e pela Pfizer, revelou que 40% da população brasileira não sabe que o tabagismo está associado ao câncer de bexiga. A doença é um dos tumores mais incidentes entre homens no país, representando entre 3% e 3,5% dos casos de câncer masculino.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 70% dos diagnósticos de câncer de bexiga ocorrem em homens. O órgão explica que as substâncias da fumaça do cigarro são absorvidas pelo organismo e eliminadas pelos rins via urina, o que pode causar alterações celulares no revestimento da bexiga.
O risco da doença pode cair pela metade após alguns anos sem fumar, de acordo com dados do INCA. Apesar disso, a pesquisa indica que 81% das pessoas com 60 anos ou mais desconhecem a enfermidade ou apenas ouviram falar sobre ela, embora a idade acima de 55 anos seja um fator de risco.
A presença de sangue na urina, chamada hematúria, é um dos primeiros sinais de alerta. No entanto, apenas 57% dos homens entrevistados associam esse sintoma ao câncer de bexiga. Entre a população com 60 anos ou mais, 32% não reconhecem a hematúria como um sinal de perigo.
O estudo aponta que 88% dos participantes acreditam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Ainda assim, a falta de identificação dos sintomas impede a busca por atendimento médico imediato.
Atualmente, não existe recomendação de rastreamento populacional para pessoas sem sintomas, pois as evidências não mostram benefícios superiores aos riscos. A orientação médica é a busca por avaliação diante de alterações persistentes ou sangue na urina.


