A Colômbia é um dos destinos mais acessíveis da América Latina para brasileiros, que podem obter residência por dois anos apenas com a comprovação da nacionalidade, via acordo Mercosul. O país combina baixo custo de vida e incentivos à imigração, embora ocupe a 141ª posição no Global Peace Index 2026 devido a conflitos internos.
O Visto de Residência Mercosul é a rota de imigração mais simples para brasileiros, pois não exige patrocinador, oferta de emprego prévia ou comprovação de renda mínima. Para nômades digitais, o país concede estadia de até dois anos para quem comprova renda mensal de ao menos três salários mínimos colombianos, com isenção de impostos sobre rendimentos estrangeiros.
O custo de vida é considerado baixo. O aluguel de um apartamento de um quarto em centros financeiros varia entre COP 1,2 milhão e COP 2,5 milhões (R$ 1.600 a R$ 3.400). Gastos mensais com alimentação para um solteiro ficam entre COP 700 mil e COP 1 milhão (R$ 900 a R$ 1.300), enquanto o transporte público municipal custa, em média, de COP 150 mil a COP 250 mil (R$ 200 a R$ 320).
No mercado de trabalho, o governo do ex-presidente Gustavo Petro fixou o salário mínimo em 2 milhões de COP (cerca de R$ 2.800), após reajuste de 23%. Já o salário médio mensal, ajustado pela Paridade de Poder de Compra (PPC) por órgãos como Banco Mundial e FMI, é de US$ 1.500.
Para estudantes, a Beca Colombia para Extranjeros financia pós-graduações presenciais com auxílio mensal de dois salários mínimos (cerca de R$ 5.600). O edital exige que o aluno comprove US$ 700 (R$ 3.600) mensais para custear os primeiros três meses, período anterior à liberação do reembolso trimestral do subsídio.
O sistema de saúde opera por meio das Entidades Promotoras de Salud (EPS). Trabalhadores formais contribuem com 4% do salário mensal, enquanto o empregador arca com 8,5%. Na segurança, o país retomou negociações de paz com cartéis e grupos armados para reduzir a violência, embora furtos continuem comuns em áreas centrais das cidades.

