A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por suspeita de peculato, retornou às atividades funcionais na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) no dia 19 de agosto. A volta ao serviço, publicada no Diário Oficial do Estado, ocorre por meio de um ajustamento funcional definido pela Diretoria de Perícias da corporação.
A medida de ajustamento funcional adapta as atribuições e a lotação do servidor conforme sua capacidade laboral e, neste caso, foi estabelecida pelo período de 120 dias. A PCMG informou que o retorno não significa o encerramento da investigação de peculato. O processo administrativo disciplinar continua em tramitação na Corregedoria-Geral da Polícia Civil, com detalhes mantidos sob sigilo.
A investigação começou em março, quando o marido da delegada, advogado Renan Rachid Silva Vieira, foi preso em flagrante dirigindo uma viatura descaracterizada da corporação. A abordagem aconteceu no dia 10 de março, durante uma blitz na avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte. O veículo estava sob a responsabilidade de Wanessa.
Apurações indicaram que a viatura era utilizada em deslocamentos frequentes entre Belo Horizonte e Lagoa Santa. Na ocasião, o advogado foi encontrado conduzindo o carro oficial sem a presença de um policial. O casal foi preso em flagrante sob suspeita de peculato, crime previsto no Código Penal para funcionários públicos que desviam bens sob sua administração.
A juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Secretaria de Audiências de Custódia de Belo Horizonte (Secac-BH), concedeu liberdade provisória aos dois em março. A decisão considerou que os investigados eram primários e que não houve violência ou grave ameaça. A soltura foi condicionada ao pagamento de fiança de R$ 5,6 mil para cada um.
Entre as medidas cautelares impostas, o casal deve manter o endereço atualizado e comparecer aos atos do inquérito. Também foi determinado que não permaneçam fora das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial, conforme decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).


