A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, o menor valor para este período desde o início da série histórica em 2012. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O índice representa uma queda em relação aos 5,8% registrados no trimestre anterior, terminado em abril. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 5,6%, o indicador também apresenta recuo.
Durante o primeiro semestre de 2026, o desemprego manteve níveis abaixo dos observados na primeira metade de 2025. As leituras mensais, contudo, mostraram-se muito próximas entre si.
Especialistas interpretam a estabilidade atual como um sinal de aquecimento do mercado de trabalho, visto que ocorre enquanto a taxa permanece em patamares mínimos após a retomada econômica pós-pandemia de Covid-19.
A expectativa para o segundo semestre é que esse cenário de estabilização seja substituído por uma piora nos índices. O movimento seria motivado pela desaceleração da economia brasileira.
Em 2025, o crescimento econômico foi de 2,3%. Para este ano, a estimativa de avanço é de 1,9%, segundo o Boletim Focus, pesquisa de mercado realizada pelo Banco Central (BC).

