A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (27). O índice representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em abril, quando a taxa era de 5,8%.
A população desocupada soma 5,8 milhões de pessoas, o que indica uma redução de 8% em comparação ao período de fevereiro a abril, quando o número era de 6,3 milhões. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi de 4,9%, representando 299 mil pessoas a menos.
O número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, o maior patamar da série histórica. O dado reflete alta de 1% no trimestre e aumento de 0,9% no ano. O nível de ocupação, que mede o percentual de trabalhadores na população em idade ativa, ficou em 58,9%.
No setor privado, o contingente de trabalhadores com carteira assinada, excluindo os domésticos, chegou a 39,4 milhões, também atingindo recorde na série histórica. Já a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, totalizando 38,8 milhões de trabalhadores informais.
A população desalentada, composta por quem desistiu de procurar emprego por desmotivação, caiu 9,7% no trimestre, somando 2,3 milhões de pessoas. No acumulado de um ano, a redução desse grupo foi de 14,1%, com a diminuição de 380 mil pessoas.
A taxa composta de subutilização recuou para 13% frente aos 13,8% do trimestre anterior. A população subutilizada totaliza 14,9 milhões de pessoas, queda de 5,2% no trimestre e de 7,7% no ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

