O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, afirmou nesta quinta-feira (27) que o Brasil não pode adotar o modelo chinês como referência. Para o político, a disputa comercial entre os dois países ocorre em condições desiguais devido a regras trabalhistas e ambientais distintas.
Caiado declarou ser favorável ao mercado aberto, mas defendeu que a competição seja realizada sob condições iguais. Segundo ele, o Brasil estaria em posição de inferioridade na disputa com a China, país que, na visão do candidato, não possui lei trabalhista, horários de trabalho definidos nem custos ambientais.
O candidato afirmou que a participação do governo na maioria das empresas chinesas também contribui para a desigualdade competitiva. Tais fatores, segundo Caiado, impedem que a economia da China sirva de parâmetro para a realidade brasileira.
A discussão foi relacionada por Caiado à situação de comerciantes brasileiros. Ele informou ter visitado o bairro do Brás, em São Paulo, e o polo de confecções Quarenta e Quatro, em Goiás, para conversar com empresários do setor.
De acordo com o político, empresários relataram a transferência de operações para o Paraguai. O motivo seria a possibilidade de importar tecidos da China sem tributação e exportar os produtos para o Brasil com alíquota de 1%.
Caiado classificou o Paraguai como uma “outra China” sendo montada ao lado do Brasil. Ele afirmou que as condições oferecidas pelo país vizinho atraem produtores brasileiros que buscam o mercado interno do Brasil como comprador.

