As ações da C&A (CEAB3) registravam alta de 5,48%, cotadas a R$ 8,28, por volta das 11h10 desta quinta-feira (27), liderando os ganhos do Ibovespa. A valorização ocorre após a varejista apresentar o Full Power, plano estratégico para o período de 2027 a 2030 que sucede o ciclo Energia.
O novo programa prevê a retomada da expansão da rede com a implementação de um novo conceito de loja. A estimativa é a abertura de 60 a 80 novas unidades, com foco principal em cidades novas e menores, segundo a XP Investimentos.
A estratégia inclui a ampliação de capacidades digitais, de dados e de crédito, além do uso de inteligência artificial para ganho de escala nas operações. A companhia também planeja um novo ciclo de precificação dinâmica e maior agilidade na cadeia de abastecimento para elevar as margens de lucro.
O Bradesco BBI classificou as ambições da empresa como realistas e manteve recomendação de compra com preço-alvo de R$ 15. Para o banco, as ações estão baratas, negociando a múltiplos de 4,5 vezes o lucro projetado para 2027.
O JPMorgan também avaliou positivamente as iniciativas de eficiência e expansão digital, mantendo a recomendação de compra. O banco estimou que a C&A possa apresentar um dividend yield de 10%, com possibilidade de chegar a 20% caso o payout seja elevado para 100%.
O Morgan Stanley reiterou a recomendação de compra e fixou o preço-alvo em R$ 18,50. A análise baseia-se nas iniciativas para aumentar as vendas por metro quadrado e no fato de as ações serem negociadas a cerca de quatro vezes o lucro por ação estimado para 2027.
A XP Investimentos afirmou ter uma tese construtiva para o longo prazo, mas mantém cautela no curto prazo devido à concorrência no varejo e ao cenário macroeconômico.

