O mercado de trabalho brasileiro apresenta melhora estrutural, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27). A taxa de desemprego atingiu 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho, o menor índice da série histórica.
Especialistas analisam que a recuperação do setor vai além da queda no número de desempregados. A evolução dos indicadores reflete uma mudança na composição da força de trabalho no país.
Luís Otávio Leal, economista e sócio da G5 Partners, afirmou que essa melhora está relacionada ao aumento da formalização dos postos de trabalho.
Daniel Duque, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), acrescentou que outros fatores contribuem para o cenário atual. Entre eles, o pesquisador citou a educação e a demografia.
Os dados da Pnad Contínua são a principal referência para o monitoramento da ocupação e do desemprego no Brasil, servindo de base para a análise de tendências econômicas.

