O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (27) que discute a possibilidade de negociar com o Centrão para a composição do governo caso seja eleito. O político declarou que a medida reflete sua postura como “democrata”, embora tenha criticado a tendência do eleitorado em eleger parlamentares corruptos.
Durante sabatina concedida a veículos de imprensa, Santos disse que aprendeu a lidar com o grupo político enquanto liderava o Movimento Brasil Livre (MBL) nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ele atuou como vice-presidente do comitê do impeachment ao lado de congressistas.
O candidato afirmou que, ao vencer a eleição presidencial, enfrentará imediatamente a necessidade de formar uma base de apoio. Santos declarou considerar o parlamentarismo um sistema mais funcional e disse que pretende convocar partidos para definir quem irá compor a gestão.
De acordo com o político, a negociação de espaços no governo ocorrerá mesmo com a manutenção de críticas a parlamentares que sejam alvos de investigações. Ele afirmou que fala abertamente sobre escândalos, mas que buscará a aceitação do parlamento.
Santos previu que a próxima eleição será marcada por uma grande derrama de dinheiro para a compra de votos. Por esse motivo, disse que o eleitor deve colocar pelo menos 300 pessoas que classificou como “bandidos” no Congresso Nacional.

