A explosão de um carro matou um militar das forças aéreas e de defesa antiaérea da Rússia e feriu a esposa do oficial nesta quinta-feira (27), no distrito de Pushkin, nos arredores de São Petersburgo. Segundo a imprensa local, o casal foi alvo de um ataque no momento em que saía de casa.
O Comitê de Investigação abriu um processo penal devido ao incêndio do veículo, que resultou na morte de uma pessoa e na hospitalização de outra, informou o órgão em comunicado. Imagens divulgadas por veículos locais mostram o automóvel destruído próximo a um estabelecimento comercial, com a presença de ambulâncias e equipes de emergência no local.
O episódio integra uma sequência de assassinatos de militares russos de alta patente desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Kiev admitiu a responsabilidade por parte desses ataques, embora mantenha silêncio sobre outros casos. Os métodos utilizados incluem disparos e explosivos escondidos em patinetes e carros.
Em dezembro do ano passado, o tenente-general Fanil Sarvarov, responsável pelo treinamento operacional das Forças Armadas russas, morreu em um ataque com explosivos na capital. Já em abril do mesmo ano, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Principal de Operações do Estado-Maior, morreu após a explosão de um carro-bomba nos arredores de Moscou.
Outro caso ocorreu em dezembro de 2024, com a morte do tenente-general Igor Kirillov, chefe das tropas de defesa radiológica, química e biológica. Considerado o militar de mais alta patente morto desde o início da guerra, Kirillov foi vítima de um atentado a bomba em Moscou.
A sucessão de ataques contra autoridades expôs vulnerabilidades na segurança do país. O cenário levou o presidente Vladimir Putin a admitir a existência de deficiências nos serviços de inteligência russos.

