A União Europeia de Federações (Uefa) deve abandonar a ameaça de boicote às competições da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta quinta-feira (27), em reunião em Mônaco. A decisão ocorre após a Fifa garantir que não retomará o projeto de vender participações comerciais em seus principais torneios.
A Fifa retirou a proposta no fim de julho e assegurou que iniciativas semelhantes não serão apresentadas novamente. O encontro de hoje reúne o Comitê Executivo da Uefa e representantes das 55 federações nacionais filiadas para formalizar a suspensão do boicote, segundo a imprensa internacional.
A crise foi provocada pelo projeto Fifa Forward Enterprises (FFE), que previa a comercialização de participações em competições da entidade. A medida gerou forte reação no continente, levando as 55 associações europeias a aprovarem a possibilidade de suspender a participação em torneios internacionais.
A resolução imediata evita impactos em compromissos próximos. A Inglaterra, por exemplo, tem amistoso contra a Nova Caledônia neste sábado (29) e viagem marcada para a Polônia na próxima segunda-feira (31) para disputar o Mundial Feminino Sub-20.
Apesar do recuo comercial, a relação entre a Uefa e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, permanece tensionada. Dirigentes europeus pretendem intensificar a pressão para que Infantino deixe a presidência da organização.
A Uefa enviou ainda este mês uma carta a Infantino, via advogados nos Estados Unidos, informando que avalia recorrer à Justiça, à arbitragem e a órgãos reguladores por causa do FFE. O documento solicita a preservação de arquivos e informações relacionados ao projeto.
O pedido de manutenção de documentos foi estendido a outros 14 executivos da Fifa, incluindo o diretor de desenvolvimento global do futebol, Arsène Wenger.

