A cidade de Goiânia registrou alta de 12,7% no número de imóveis comercializados no primeiro trimestre de 2026, volume três vezes superior à média nacional de 4,1% no mesmo período. O desempenho do setor atraiu profissionais de corretores de outros estados e do exterior para a capital goiana.
Ao todo, 2.882 unidades foram vendidas no início do ano, segundo pesquisa da Brain para a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). Os dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) corroboram a tendência de crescimento do setor no país, mesmo diante de taxas de juros elevadas.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-GO) contabiliza atualmente 44.364 profissionais inscritos. Entre 2021 e 2026, o número de registros no conselho teve aumento de 46,45%. No intervalo entre 2025 e 2026, a alta foi de 5,36%.
A expansão do mercado atraiu profissionais de diferentes regiões. Manuela Dalé, 31 anos, advogada de formação, mudou-se de Bagé (RS) para Goiânia há três anos e meio para atuar no ramo. Anna Júlia Marzani, engenheira civil, migrou para a corretagem após retornar de quatro anos de estadia no exterior.
Outros casos incluem Álex Souza, que era vendedor de carros em Rio Claro (SP) e mudou-se para a capital goiana em 2024, e Luana Almeida, administradora de empresas vinda de São Luís (MA). Almeida, que abriu um negócio de alimentação interrompido pela pandemia, foi considerada a vendedora número um de sua imobiliária em 2026.

