A Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) iniciou a transição para adotar novas diretrizes do Ministério da Saúde no processo de doação de sangue. As alterações, que devem ser totalmente incorporadas ao atendimento até o fim de agosto, buscam ampliar a inclusão e atualizar critérios de inaptidão temporária.
As novas regras proíbem a utilização de orientação sexual, identidade de gênero, atividade profissional ou condição socioeconômica como critérios de discriminação. O cadastro de doadores deverá respeitar obrigatoriamente o nome social de pessoas trans e travestis desde o atendimento inicial.
Hospitais não poderão mais exigir que familiares de pacientes realizem doações para repor o sangue utilizado em atendimentos. A doação de reposição passa a ser voluntária, e serviços de saúde estão impedidos de recusar atendimento ou constranger parentes pela ausência de doadores.
O período de espera para quem realizou tatuagem, micropigmentação, maquiagem definitiva ou colocou piercing foi reduzido para quatro meses, prazo que anteriormente podia chegar a um ano. O mesmo intervalo de quatro meses aplica-se a quem iniciou relacionamento com novo parceiro sexual ou teve múltiplos parceiros ocasionais recentemente.
Quanto à idade, a primeira doação pode ser feita por pessoas entre 16 e 60 anos, sendo necessária autorização dos responsáveis para menores de 18. Doadores frequentes com mais de 70 anos podem continuar o processo após aprovação em avaliação médica.
Usuários de PrEP ou PEP via oral devem aguardar quatro meses após a última dose, enquanto a versão injetável de longa duração exige espera de dois anos. Para vacinas, os prazos variam: sete dias para Covid-19 (RNAm ou vetor viral), 48 horas para gripe e HPV, e quatro semanas para febre amarela e tríplice viral.
O peso mínimo de 50 quilos e a frequência de doações permanecem inalterados. Homens podem doar até quatro vezes por ano e mulheres até três vezes.

