O governo da Polônia solicitou à Comissão Europeia, nesta quinta-feira (27), a aplicação de uma multa de 250 milhões de euros à Meta, proprietária do Facebook e do Instagram. O pedido, feito pelo ministro de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, baseia-se na publicação e manutenção de anúncios fraudulentos nas redes sociais.
A solicitação fundamenta-se em testes realizados pela Cert Polska, equipe nacional de resposta a incidentes de cibersegurança do país. A apuração identificou 122 anúncios fraudulentos, dos quais a Meta manteve 106 ativos mesmo após ser notificada. Apenas 10 publicações foram removidas e, em seis casos, a empresa não apresentou resposta.
Gawkowski afirmou que há provas de que a plataforma prioriza o próprio interesse financeiro para monetizar publicidade enganosa em vez de proteger os usuários. Além da sanção financeira, o ministro exigiu a implementação imediata de ferramentas eficazes para eliminar golpes e a promoção de aplicativos ilegais.
O ministro anunciou que buscará, na próxima cúpula do G20, articular uma posição conjunta entre líderes europeus para conter as práticas da empresa. A movimentação ocorre após o tribunal de apelação de Varsóvia decidir, em abril de 2026, que a Meta é responsável pelos anúncios hospedados em suas plataformas.
Em comunicado, a Meta informou que investe no combate a fraudes e que golpistas utilizam táticas sofisticadas. A companhia disse que mantém investimentos em tecnologias e parcerias com a indústria e forças de segurança para remover criminosos de suas redes.
A pressão contra a empresa é global. Na quarta-feira (26), a Meta fechou um acordo de US$ 16 bilhões com estados americanos para encerrar acusações de que teria projetado suas plataformas para viciar crianças.


