O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, reagiu nesta quinta-feira (27) a uma representação por infidelidade partidária protocolada contra ele no Partido Liberal (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, Corrêa afirmou que o presidente da legenda, Wilder Morais, deveria ser o primeiro a ser expulso por ter votado com o governo Lula no Congresso.
A representação ética-disciplinar foi recebida pela Executiva do partido na manhã desta quinta-feira. O pedido de expulsão ocorre após Corrêa oficializar, no sábado (22), apoio à reeleição do governador Daniel Vilela, do MDB, durante evento realizado em Anápolis.
Corrêa questionou a autoria da denúncia, afirmando que o processo foi feito por um assessor de Wilder Morais. Segundo o prefeito, diversos membros da Executiva do partido são funcionários do senador. O caso será analisado pelo Conselho de Ética da sigla.
No vídeo, o prefeito questionou a definição de fidelidade partidária e citou ausências de Morais em votações contra indicações do presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal. Ele alegou que, entre 2023 e 2024, o senador se alinhou à maioria das votações do governo federal.
O prefeito mencionou ainda uma reunião ocorrida no barco do senador para articular a indicação de Alexandre de Moraes ao STF. Corrêa afirmou que interesses pessoais do dirigente teriam impedido a composição com o governo estadual, o que prejudicou a estratégia para a vitória de Gustavo Gayer ao Senado.
Márcio Corrêa defendeu que a punição por infidelidade deveria atingir também deputados federais e outros prefeitos que não apoiam o projeto da legenda. O prefeito disse que o processo contra ele busca apenas gerar mídia e popularidade.

