A União das Federações Europeias (Uefa) suspendeu, nesta quinta-feira (27), a ameaça de boicotar as competições organizadas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a temporada atual. A medida foi decidida após a entidade mundial garantir que o projeto de abrir a Copa do Mundo a investidores privados foi retirado de forma definitiva.
A decisão ocorreu ao final de uma reunião em Mônaco entre federações-membro da Uefa, integrantes do Comitê Executivo e representantes europeus no Conselho da Fifa. A Confederação Europeia informou, em comunicado, que a Fifa confirmou por escrito a retirada do projeto Fifa Forward Enterprise, assegurando que a iniciativa não retornará sob qualquer outra estrutura ou denominação.
O boicote havia sido anunciado em 30 de julho, quando a Uefa exigiu garantias de que a abertura do torneio a investidores privados — iniciativa que, segundo a entidade, poderia descaracterizar o futebol — jamais se repetisse. A suspensão da medida é provisória e ocorreu após consulta às associações nacionais.
A realização do Mundial Feminino Sub-20 na Polônia, entre 5 e 27 de setembro, também influenciou a decisão. Além do país-sede, a Europa possui outros cinco representantes na competição: França, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal. Manter a retirada das equipes tornava-se insustentável diante da manutenção da sede polonesa.
Mesmo com a suspensão do boicote, a Uefa, junto às confederações da Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), mantém a pressão para que Gianni Infantino deixe o cargo. O dirigente é candidato à reeleição no Congresso da Fifa, marcado para março de 2027, no Marrocos.
Uma fonte próxima ao caso informou que a Uefa prepara uma ação na justiça suíça contra Infantino. O processo deve alegar gestão desleal em razão do projeto frustrado de abertura da Copa do Mundo ao capital privado.


