O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 26% em julho de 2026 em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Apesar da alta mensal, a derrubada de florestas encerrou o ciclo 2025-2026 em trajetória de queda.
O levantamento detectou a destruição de 445 quilômetros quadrados de floresta em julho, contra 352 km² registrados no mesmo período de 2025. O SAD utiliza um calendário que considera o período de agosto de um ano a julho do seguinte para adequar a análise ao regime de chuvas da região. No ciclo encerrado, a devastação ficou abaixo do período anterior.
A degradação florestal, ligada a queimadas e exploração madeireira, apresentou recuo. O índice caiu de 502 km² em julho de 2025 para 107 km² neste ano, uma redução de 79%. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, esse indicador já havia recuado 93% em relação ao ciclo anterior.
A distribuição territorial mostra que o Pará concentrou 30% da área derrubada em julho, seguido pelo Amazonas, com 26%, e pelo Acre, com 22%. Outras áreas afetadas foram Mato Grosso (13%), Maranhão (3%), Roraima (3%), Rondônia (2%) e Tocantins (1%).
A maior parte da devastação, 69%, ocorreu em áreas privadas ou sob diferentes estágios de posse. Assentamentos responderam por 17% do desmatamento, enquanto unidades de conservação registraram 12% e terras indígenas, 2%.
No primeiro semestre de 2026, o Imazon registrou 1.145 km² de desmatamento na região, volume 10% menor do que o apurado no mesmo período de 2025. Naquele intervalo, apenas 8% da área destruída estava localizada em unidades de conservação ou terras indígenas.


