A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, composta por pastores e teólogos de diversas regiões do Brasil, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em carta aberta publicada nesta quinta-feira (27). O grupo afirma que a permanência do petista no Palácio do Planalto está alinhada a valores cristãos.
A manifestação ocorre enquanto o governo tenta ampliar a proximidade com o eleitorado evangélico, setor onde o presidente enfrenta resistência. Apurações indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detém vantagem entre os eleitores religiosos.
No documento, a frente critica a candidatura de Flávio Bolsonaro. O grupo associa o senador a um projeto de autoritarismo e de benefícios para as camadas mais ricas da população. Os integrantes afirmam que não se deve normalizar forças políticas que ataquem instituições, questionem resultados eleitorais ou estimulem a violência.
A carta elogia a postura de Lula diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Para a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, a atuação do presidente reforçou a defesa da soberania nacional e da ordem constitucional, além de ter sido fundamental na articulação da consciência democrática.
O grupo declarou que o apoio ao presidente não compromete a autonomia nem a capacidade de diálogo dos membros. A estratégia de aproximação com o segmento inclui a criação de um comitê de evangélicos e a produção de um jingle gospel, iniciativas lideradas pela primeira-dama Rosângela Silva, a Janja.
Lula planeja realizar um encontro com pastores. O presidente também se reuniu com o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ), que declarou apoio ao petista em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

