O Festival de Palhaçaria Preta realiza sua terceira edição entre os dias 4 e 7 de setembro, no Orum Aiyê Quilombo Cultural, em Goiânia. Com entrada gratuita e classificação livre, o evento reúne artistas de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, além do venezuelano Antonio Mendoza, em apresentações que unem circo e identidade.
A programação central conta com quatro montagens: “Sob(re) a pele”, de Matheus Alcantara; “Quizumba”, de Loi Lima; “Oras Bolas !!!”, de Antonio Mendoza; e “Chica da Silva YALODÊ”, de Eliziane Monteiro. A curadoria dos espetáculos é assinada por Marcelo Marques e Saracura do Brejo.
Uma noite de Variété apresentará números de faixa com Cauê Marques, lira e tecido com Luciene Machado, malabares e monociclo com Marcelo Venâncio e tecido com Maré Oliveira. O evento também inclui a exposição “Kizomba, o Riso se faz Quilombo”, com obras de Bulacha e Heluander Patrocínio, sob curadoria de Raquel Rocha.
O produtor e idealizador do festival, Marcelo Marques, disse que a palhaçaria preta funciona como ferramenta de subversão do status quo e forma de rir de estruturas opressoras. Segundo Marques, o evento busca criar espelhos para que negros de todas as idades encontrem a potência de sua ancestralidade.
Nesta edição, o festival homenageia Mestre Jamelão, falecido em 2025. O artista, conhecido como “Diamante Negro”, atuou como pirofagista, palhaço, faquir e acrobata, tendo trajetória na Escola Nacional de Circo.
Além dos shows, o público poderá participar de oficinas de acrobacias aéreas, malabares, arte reciclável e rodas de conversa. As atividades contam com tradução simultânea em Libras e estrutura de acessibilidade. Parcerias com cooperativas de reciclagem garantirão o descarte correto de resíduos no local.

