Pesquisadores do Instituto de Bioengenharia da Catalunha (IBEC) registraram, pela primeira vez e em imagens 3D, o processo de implantação de um embrião humano no útero. O experimento ocorreu fora do corpo humano, utilizando um modelo de tecido criado em laboratório para observar a movimentação do embrião.
As imagens revelam que a implantação é um processo mais ativo do que a ciência supunha. O embrião não apenas adere ao tecido uterino, mas exerce forças em diversas direções para penetrar e se fixar. Após se estabelecer, ele libera enzimas que degradam o tecido para permitir a conexão com os vasos sanguíneos maternos.
A apuração indica que os embriões podem utilizar sinais mecânicos como sistema de orientação. Ao estimular mecanicamente o tecido artificial, os cientistas observaram que o embrião reagiu e se aproximou da região estimulada. Isso sugere que movimentos ou contrações do útero ajudariam a localizar áreas com mais nutrientes e vasos sanguíneos.
O trabalho do IBEC demonstra que a fixação envolve forças e movimentos físicos, além dos processos bioquímicos e genéticos que eram o foco principal de estudos anteriores. A descoberta altera a percepção sobre a dinâmica inicial da gestação.
A etapa de implantação é decisiva para a evolução da gravidez. Segundo o estudo, falhas nesse processo estão entre as causas principais de infertilidade e estão associadas a 60% dos abortos espontâneos.
A compreensão detalhada desse mecanismo pode contribuir para aumentar as taxas de fertilidade e a eficácia de tratamentos de fertilização in vitro no futuro, conforme informou a imprensa internacional.


