A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara a divulgação de um vídeo que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a escândalos da Operação Lava Jato e ao regime de Hugo Chávez. O material foca na atuação de Maximilien Arveláiz, ex-embaixador venezuelano e produtor de um documentário sobre Lula lançado em 2024.
A peça publicitária resgata trechos de delações premiadas dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. O casal trabalhou nas campanhas presidenciais de Lula e Dilma Rousseff, além de ter atuado na campanha de Chávez, na Venezuela, em 2012. Segundo a apuração, Arveláiz era o principal interlocutor dos marqueteiros na cobrança pelos serviços prestados ao ditador venezuelano.
O vídeo menciona ainda os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para exportações brasileiras para a Venezuela e a dívida bilionária deixada pelo país. Arveláiz, que foi embaixador em Brasília entre 2010 e 2013, é apresentado como a ligação entre o governo petista e a ditadura chavista.
A estratégia ocorre no início da propaganda eleitoral, em um cenário de disputa apertada. Uma pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (27) indica que Lula detém 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 35%.
No cenário de segundo turno, a diferença cai para um ponto percentual, com 45% para o presidente e 44% para o senador. Em ambos os casos, os números representam empate técnico.


