Um terremoto de magnitude 4,9 atingiu o norte do Tibete, na China, nesta quinta-feira (27), segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). O tremor ocorreu a 10 km de profundidade, em região próxima à fronteira com o Nepal, onde inundações na quarta-feira (26) mataram mais de 380 pessoas.
O epicentro do sismo localizou-se a centenas de quilômetros ao norte das áreas fronteiriças entre China e Nepal. As enchentes ocorridas no dia anterior deixaram quase 1.500 desaparecidos. Diante do risco de rompimento de uma barragem em um lago, o governo chinês ativou um alerta de inundação de nível 4 no Tibete e enviou especialistas ao condado de Gyirong.
No Nepal, a gestão de desastres informou que o rio Bhotekoshi corre risco de transbordar. O fluxo de água com detritos bloqueia o curso do rio, o que gera perigo de novas inundações na região. Autoridades chinesas também monitoram um lago represado rio acima, especialmente devido à previsão de chuvas.
Sobre a causa das enchentes, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) corrigiu a avaliação inicial de que um tremor teria provocado deslizamentos. O órgão informou que o sinal sísmico detectado foi produzido pelo colapso de gelo e rochas de uma geleira. A queda de parte de uma montanha teria gerado uma torrente de lama e detritos pelos rios do Himalaia, atingindo aldeias e rotas de excursionistas.
Índia, Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Noruega e organizações internacionais anunciaram ajuda às áreas atingidas. O Itamaraty declarou, na quarta-feira (26), que não há registros de brasileiros entre as vítimas e que as embaixadas em Katmandu e Pequim acompanham a situação.

