O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (27), que a relação de seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, com uma lobista investigada pela Polícia Federal (PF) gera “desconfiança” e leva “suspeita” ao Palácio do Planalto. A declaração ocorreu durante sabatina televisiva.
Marcola é investigado pela PF por vínculos com a lobista Roberta Luchsinger. A apuração indica que o ex-auxiliar teria agendado uma reunião da lobista no Ministério da Saúde e recebido a minuta de um contrato para favorecer uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Questionado sobre informações de que a lobista teria pago despesas pessoais de Marcola, como boletos, faturas de cartão e parcelas de financiamento de um veículo, Lula classificou a conduta como “totalmente errada”. O presidente disse que tal comportamento não é adequado ao papel de um chefe de gabinete.
Marcola afirmou ter recebido R$ 249 mil da lobista a título de empréstimo e declarou que devolveu o valor. Lula informou que acredita nessa versão no momento, mas reiterou que o ex-colaborador responderá legalmente se irregularidades forem comprovadas.
O presidente relatou que Marcola era alguém de sua total confiança e trabalhou com ele durante sete anos, inclusive no período em que Lula esteve preso no Paraná. Ele afirmou que, se houve erro, o ex-auxiliar “paga o preço”.
Lula declarou que espera que a PF, o Ministério Público e a Justiça apurem o caso. O presidente afirmou que não haverá proteção a pessoas próximas ao governo caso as irregularidades sejam confirmadas.

