Mais de 380 pessoas morreram e cerca de 1.500 continuam desaparecidas após o colapso de uma geleira provocar enxurradas de água, lama e rochas na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros de 35 países que realizavam trilhas ou peregrinações ao Monte Kailash.
A polícia do Nepal confirmou 389 mortes, das quais 270 eram nativas do país. Outras 910 pessoas seguem desaparecidas em território nepalês. O grupo inclui 161 moradores do distrito de Rasuwa, 113 turistas locais, 85 integrantes da polícia e do Exército e uma pessoa no distrito de Nuwakot.
No lado chinês, a imprensa local informou que três chineses morreram e 558 pessoas desapareceram no distrito de Gyirong. Segundo a emissora estatal CCTV, 260 desses desaparecidos são estrangeiros. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que quase 100 cidadãos chineses estão desaparecidos no lado nepalês da fronteira.
O Conselho de Turismo do Nepal relatou que 517 estrangeiros desapareceram no país, com o resgate de 50 pessoas da área do desastre. A Índia é a nacionalidade com mais vítimas, somando 288 desaparecidos, seguida pelos Estados Unidos, com 90, e Ucrânia, com 55.
Outras nacionalidades incluem Malásia (51), Austrália (35), Reino Unido (33) e Canadá (25). Países como Coreia do Sul, Singapura, Alemanha e Rússia registram oito ou nove desaparecidos cada. A apuração indica que não há brasileiros entre os mortos ou desaparecidos.
As autoridades de Nepal e China divergem nos números provisórios. A diferença nos dados reflete a dificuldade de coleta e verificação de informações, além de falhas de comunicação entre as equipes de resgate e os governos locais.

